Cidades sustentáveis

Num país com 8,5 milhões de km2 há espaço suficiente para todos morarem em local digno e seguro

As cidades são atualmente o local de moradia da maioria da população brasileira. Tornar as cidades mais democráticas e sustentáveis é um dos grandes desafios do século 21, onde a garantia da mobilidade e direito à cidade para todos os seus habitantes, a valorização da diversidade sociocultural e a busca de padrões sustentáveis para uso dos recursos naturais devem ser valores centrais.

Um dos aspectos mais emergenciais é garantir espaço digno e seguro para todos os moradores dos centros urbanos. Este deve ser um forte compromisso das autoridades e um objetivo a ser alcançado por todas as pessoas que moram em comunidades que sofrem com problemas de enchentes, deslizamentos de terra e outros problemas que afligem as pessoas que moram em locais inadequados. Para isso, devem cobrar de seus representantes nos poderes legislativo e executivo (municipal, estadual e federal) o compromisso e atitudes concretas para alcançá-lo.

Propostas

Atualização e revisão das regras do ordenamento territorial das cidades com:

  • Valorização e resgate dos espaços públicos.
  • Valorização e ampliação dos sistemas de transporte público, reordenando investimentos e subsídios para estruturar e orientar o crescimento e garantir a mobilidade das cidades.
  • Garantia de moradia digna e prevenção de riscos de enchentes e deslizamentos.
  • Criação de mecanismos que responsabilizem o gestor público pelo não cumprimento da legislação.
  • Propor e apoiar programas e ações de regularização e adequação ambiental nas  cidades, com atenção especial aos moradores de áreas de risco.
  • Valorização e modernização das políticas de segurança pública.

4 comments to Cidades sustentáveis

  • Wigold

    A ocupação de áreas de risco de enchentes e desbarrancamentos, sja nas cidades ou nas áreas rurais, não se justifica e deve ser evitada de todas as formas pois não beneficia ninguém: os ocupantes correm os riscos, arcam com prejuízos materiais e pessoais e o poder público arca com projuízos econômicos. A solução na maioria dos casos passa pela desocupação dessas áreas. Pode não ser fácil mas é a única maneira de acabar com os riscos.

  • francisco faria

    Olá Miriam, há atualmente no mundo uma revalorização do que se está chamando “relocalização”, entendendo-se, por isso, voltar a valorizar o ambiente local, descentralizar serviços, abastecimento etc. É uma nova onda daquilo que surgiu nos 70s, do Schumacher do small is beautiful, lembra? As idéias, claro, evoluíram desde então.
    Bem, políticas descentralizadoras, fundamentais para alicerçar um decrescimento seletivo (para usar um conceito do Serge Latouche), têm uma agenda própria e completamente inversa à lógica de investimento do grande capital. E a agenda é, eminentemente, política. Com consequências em todo o espectro das ações que se pode tomar no âmbito do crescimento urbano. O PV certamente é o único local em que essas idéias podem prosperar e gerar todo um programa diferenciado para um urbanismo sustentável no futuro. As alternativas não são óbvias e é preciso criatividade e imaginação para percebê-las, torná-las claras e propô-las. Esse é um tema de discussão obrigatória para quem pensa o tema socioambiental, não?

  • Ana

    Bem, acho que as diretrizes básicas pra uma cidade boa de se viver precisa bem mais do que isso. O discurso tem de sair do governo faz pras pessoas e pensar que faz com as pessoas, em um primeiro plano para arredondar o viver em uma cidade.
    Um outro aspecto é lembrar que a cidade não é só das pessoas que querem segurança, mais atenção precisam aquelas que atentam à segurança pública, e a solução não é só guarda na rua e mais presídio, a cidadania é direito de todos e o problema de violência no Brasil é grandioso, complexo.
    Por fim, o lixo é uma questão que envolve toda a economia, o modus vivendi do sistema, do trabalhador, como catador, desvalorizado, ao lixo embutido nas embalagens e em toda a publicidade e marketing da indústria: lixo material e imaterial, das embalagens inúteis ao consumo sem sentido.
    E uma cidade boa de se viver precisa tornar a pessoa mais importante que o veículo automotor, e precisa de um cinturão verde e orgânico para alimentar os cidadãos…

  • Soraia Spolidório

    Boa noite Miriam!
    Prazer virtual!
    Meu nome é Soraia, sou vizinha de sua prima Crista. Ministro aulas de Ética/Cidadania, Filosofia e Sociologia numa Instituição de Ensino Particular de Campinas e Região. Adorei seu blog e a facilidade que você executa seus projetos e propostas. Parabéns pela iniciativa!
    Gostaria de trocar umas idéias como você!
    Meu email> email hidden; JavaScript is required
    Meu Cel > (19) 92995092
    Grata pela atenção.
    Soraia

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