Biografia

Nascida no Alto Vale do Itajaí, em Agrolândia (SC), Miriam Prochnow é uma cidadã que vai além das fronteiras.

Mulher guerreira, casada, com 2 filhas, Miriam tem sua trajetória de vida marcada pela ética e coerência em todos os campos de atuação.

É pedagoga, especialista em meio ambiente, com prioridade para a Mata Atlântica. Trabalha no acompanhamento e proposição de Políticas Públicas, aperfeiçoamento da Legislação Ambiental, Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável.

Foi fundadora da Apremavi, e tem mais de 25 anos de experiência em coordenação de organizações da sociedade civil, execução de projetos de conservação e uso sustentável dos recursos naturais, campanhas, desenvolvimento institucional, produção de materiais didáticos e publicações sobre desenvolvimento sustentável, tendo atuado em ONGs, redes de ONGs e no Ministério do Meio Ambiente. Atualmente é Coordenadora de Políticas Públicas e membro do Conselho Consultivo da Apremavi.

Também tem trabalhado no desenvolvimento, implantação e negociação de programas ambientais com diferentes setores, a exemplo do Diálogo Florestal. Durante vários anos acompanhou o Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil, a maior iniciativa de proteção das florestas tropicais (Amazônia e Mata Atlântica), tendo assento nas suas comissões de coordenação, representando a sociedade civil.

Foi conselheira do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), representando as ONGs da Região Sul, tendo participado ativamente das discussões que resultaram na aprovação das Resoluções Conama que regulamentaram o Decreto 750/93, permitindo o uso sustentável da Mata Atlântica. No Conama acompanha ainda as discussões sobre Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente (APPs).

Acompanhou, durante 14 anos, a tramitação e as negociações da Lei da Mata Atlântica no Congresso Nacional e no Ministério do Meio Ambiente, desde a apresentação do Projeto de Lei, em 1992, até a aprovação da Lei nº 11.428, em 2006. Esteve presente e falou da importância da Lei, em nome da Rede de ONGs da Mata Atlântica, na solenidade de sanção da Lei pelo Presidente Lula.

Acompanha e participa das discussões sobre o Código Florestal no Congresso Nacional e também das regulamentações no Conselho Nacional do Meio Ambiente.

Participou da Coordenação Nacional da Rede de ONGs da Mata Atlântica–RMA,  representando a Apremavi, desde sua fundação, em 1992, até 2007. Foi Coordenadora Geral da Rede de ONGs da Mata Atlântica de 2003 a 2007.

Como coordenadora da Rede de ONGs da Mata Atlântica, acompanhou os estudos e participou das discussões e negociações que resultaram na criação de Unidades de Conservação, como o Parque Nacional das Araucárias(SC), a Estação Ecológica da Mata Preta(SC), o Parque Nacional dos Campos Gerais(PR), Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas(PR) e das propostas de criação do Parque Nacional do Campo dos Padres(SC), Refúgio de Vida Silvestre do Rio da Prata(SC) e Refúgio de Vida Silvestre do Rio Pelotas(SC/RS).

Como coordenadora da Rede de ONGs da Mata Atlântica também participou anualmente, desde 2002, da organização da Semana da Mata Atlântica, uma parceria da RMA com o Ministério do Meio Ambiente.

Foi fundadora e primeira Coordenadora Geral da Federação de Entidades Ecologistas Catarinenses (FEEC), em 1988 e 1989.

Foi fundadora da Apremavi, em 1987, tendo sido presidente da instituição por várias gestões. Atuou também como coordenadora de projetos, responsável pela elaboração de diversas publicações sobre educação ambiental e colaborou na edição de vídeos ecológicos: Mata Ciliar (1994), O Renascer das Florestas I e II (1996 e 1998); Agricultura Orgânica (1997), Mata Atlântica – Uma Grande Oportunidade (2002); A Natureza de Quem Defende a Natureza (2008) e O Parque Nacional das Araucárias e A Estação Ecológica da Mata Preta (2010).

Desde 2008 é Secretária Executiva do Diálogo Florestal para a Mata Atlântica, uma iniciativa que reúne algumas das principais empresas do setor da silvicultura  e organizações nãogovernamentais (ONGs) ambientalistas .  Os Diálogos Florestais foram concebidos por organismos como o Banco Mundial, o World Resources Institute (WRI) e o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, reunindo, desde 1997, os setores envolvidos em questões-chave para o manejo florestal sustentável e a recuperação de biomas mais ameaçados. Essa iniciativa visa promover o entendimento e a colaboração entre esses grupos em nível mundial. É integrante também do Conselho de Coordenação do Diálogo Florestal Internacional (TFD).

Ao longo de mais de 25 anos de atuação, ministrou inúmeras palestras sobre adequação ambiental de imóveis rurais com ênfase na agricultura sustentável, conservação da Mata Atlântica, incluindo a recuperação da Reserva Legal e das Áreas de Preservação Permanente.

Realizou trabalhos com agricultura orgânica, reflorestamentos e restauração florestal em diversas propriedades na região do Alto Vale e em outras regiões de Santa Catarina,  e muitas destas são hoje exemplo de “propriedades legais”.

Foi professora de ensino fundamental e médio, é líder Avina (uma instituição que apoia e estimula lideranças em diferentes áreas – educação, meio ambiente, cultura, etc. – em todo o mundo). É Conselheira do Centro de Apoio Sócio-Ambiental (CASA), uma organização que apoia o desenvolvimento de pequenas e médias ONGs.

Participou do movimento escoteiro no Grupo Escoteiro José de Anchieta – 11ºDF, onde também teve experiências como chefe de seção.

É fotógrafa amadora.

 

 

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