Miriam em manifestação em prol da Mata Atlântica, em frente ao Congresso Nacional, em 2003.

O que os pré-candidatos pensam sobre meio ambiente? Esta pergunta abre o artigo Ambiente deve ser agenda central no debate eleitoral, publicado no jornal Valor Econômico desta terça-feira (10/7), pelos diretores da SOS Mata Atlântica Marcia Hirota e Mario Mantovani. Nele, os ambientalistas lembram a importância da floresta – sobretudo a Mata Atlântica – para a biodiversidade, oferta de água, agricultura, entre outros, e afirmam que o grande risco para o meio ambiente no Brasil, hoje, é o Congresso Nacional. Por isso, exortam a população a eleger uma bancada comprometida com o meio ambiente, que possa barrar os retrocessos que comprometem não apenas a qualidade de vida da população, mas também a economia do país, em favor de interesses de poucos.

Para mostrar as prioridades a serem defendidas, a SOS Mata Atlântica lançou um documento chamado Desenvolvimento para Sempre, com proposta aos candidatos à presidência da República, ao Parlamento federal, e aos governos e parlamentos estaduais. A pré-cadidata ao Senado por Santa Catarina, Miriam Prochnow (Rede), não apenas concorda com os ambientalistas, como se compromete a defender essas propostas no Congresso. “Santa Catarina é um estado totalmente inserido em área de Mata Atlântica, com importantes rios e florestas, fundamentais para manter uma agricultura dinâmica e garantir água e energia para seu parque industrial. Qualquer retrocesso nas leis ambientais do país tem forte impacto no estado, por isso precisamos estar atentos ao que se passa em Brasília”, diz Miriam.

Segundo o artigo de Hirota e Mantovani, as principais ameaças ao meio ambiente no país, atualmente, “não estão no campo, onde monoculturas continuam a exaurir nossos solos, poluir nossas águas, avançar sobre nossas florestas e ameaçar os territórios de comunidades tradicionais. Tampouco no ambiente urbano, cada vez mais populoso e adensado. Os riscos estão no Congresso. É de lá que parte a maior ofensiva contra o meio ambiente, com inúmeros projetos de lei que desmontam a legislação ambiental e criam regras permissivas à destruição e ao uso insustentável dos nossos patrimônios naturais.

Entre os exemplos elencados está o projeto de Lei conhecido como PL do Veneno, que flexibiliza regras para liberação de agrotóxicos no país, aprovado dia 26 de junho, desconsiderando pareceres contrários de órgãos como a Fiocruz, Anvisa e até a ONU, ou a saúde da população. “Nós precisamos avançar em propor legislações que incentivem ações sustentáveis e não o contrário. Temos que apostar na inovação tecnológica, numa economia diversificada, na agropecuária sustentável, numa matriz energética limpa e renovável, na proteção da natureza e de todas as formas de vida, e precisamos garantir educação e saúde públicas e de qualidade, afirma Miriam.

Confira o documento da SOS: Plataforma Eleições 2018

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