A quem serve o “voto útil”?

Dar “um voto útil” é confiar em quem, no fundo, não queremos ou não gostamos, só porque as pesquisas apontam para os campões. O “voto útil”  deve ser apenas um remédio, amargo, no segundo turno. O menos pior, dizem mas, na verdade, se queremos outro candidato então vamos fazer uma corrente, um mutirão pela boa proposta, no primeiro turno. Um ditado antigo nos ensina: melhor prevenir do que remediar!

O primeiro turno de uma eleição em dois turnos tem duas funções principais:
1) no primeiro turno as diferentes correntes políticas, devem apresentar e debater abertamente suas propostas com a sociedade, e
2) no primeiro turno a sociedade, ou o eleitor, tem a livre opção de votar no candidato ou candidata que defende as propostas mais afinadas com a sua preferência.

Marina Silva candidata a Presidente pelo PV resume assim essa questão: “No primeiro turno, as pessoas deveriam votar em quem mais acreditam. No segundo, aí, sim, usariam seu voto para tentar evitar o que considerassem ser pior para o Brasil”.

No Brasil, o livre debate de idéias e propostas e a participação ativa da sociedade no debate eleitoral nunca interessou aos caciques políticos, que consideram o eleitor importante só até votar neles. Depois, bem depois, falta quorum… Até mesmo o Lula, cujo partido passou 30 anos pregando a participação e o debate, deu clara mostra nesta eleição de que a sociedade e mesmo a militância que sempre se esforçou para que ele fosse eleito, é secundária. Simplesmente escolheu uma candidata, interveio em diretórios estaduais, impôs coligações e alianças com políticos como Jader Barbalho, Collor de Melo, Michel Temer, entre outros.

Além de impor candidaturas, fizeram alianças no mínimo muito estranhas para aumentar alguns segundos o tempo na TV e para ter mais palanques nos estados. A avaliação é a de que quanto menos o eleitor souber e participar da discussão melhor, afinal o voto do eleitor “já é nosso” (na avaliação deles). Para excluir ainda mais o eleitor da discussão dos rumos do País, esforçam-se para transformar a eleição num plebiscito, onde o eleitor será apenas convidado a escolher entre as ultrapassadas políticas do século passado.

A candidatura de Marina Silva veio para furar essa tentativa de plebiscito e permitir que no primeiro turno a sociedade brasileira tenha a possibilidade plena de participar das discussões de um projeto para o Brasil do Século XXI.
Marina saiu de 3% na primeira pesquisa e hoje está na faixa de 10 a 12%. Marina incomoda os “donos do poder” que queriam o plebiscito, pois ela afirma que o voto é do cidadão e não do cacique político ou do partido “a” ou “b”. “Com voto útil já no primeiro turno, é a democracia que perde. Mas a eleição não será plebiscito. As pessoas são livres para votar”, diz Marina.

Marina diz que o Brasil precisa não só da reforma política, mas também da reforma dos políticos: “A política brasileira atingiu níveis baixíssimos. Há muito tempo não surge nada animador no campo da ética, que deveria ser um pré-requisito, mas é raridade em meio a tanta corrupção”. É necessário que sejam eleitos deputados e senadores que possam arejar o Congresso Nacional, discutir em profundidade os grandes temas da atualidade como a questão energética, a saúde, as mudanças climáticas, o transporte, a mobilidade nas cidades e a educação voltada para as novas tecnologias e muitos outros temas.

Aceitei ser candidata a Deputada Federal porque acredito que o Congresso Nacional é uma importante ferramenta na busca da sustentabilidade. O Estado de Santa Catarina e o Brasil precisam de um novo olhar sobre a realidade, um olhar crítico, mas de esperança e pra frente. Acredito também que chegamos num momento crucial para o futuro do planeta e o Brasil pode e deve ser protagonista da construção de um futuro diferente.

Acredito que juntos podemos construir a sustentabilidade, onde cada cidadão possa ter uma vida na qual se sinta gente de verdade, que as mulheres tenham oportunidades e direitos iguais, que os jovens tenham protagonismo e oportunidades de trabalho e que também as futuras gerações continuem tendo oportunidades dignas de viver neste planeta, felizes e com qualidade de vida, respeitando também todas as outras espécies que convivem com o ser humano.

Por isso conclamo você a participar dessa jornada. Vamos juntos mostrar que existem formas diferentes de fazer política. Vamos juntos dizer não ao plebiscito e ao inútil voto útil. Vamos levar a Marina Silva ao segundo turno.

Miriam – 4343 – A Federal da Marina em Santa Catarina.

3 comments to A quem serve o “voto útil”?

  • Mais uma boa oportunidade para assumirmos o nosso destino. Quem planta colhe, se persistirmos com a omissão, seremos lembrados como a geração de deu o golpe final, dificultando ainda mais o bem estar de todos.

    A minha convicção é de que uma geração de novos políticos podem corresponder, com mais fidelidade, os nossos anseios, em especial, sobre a sustentabilidade.

    A hora boa para as mudanças é essa, acreditar que Marina Silva possa nos conduzir e, juntos, operar as mudanças.

  • helio pereira

    Valeu Miriam, vamos em frente! como faço para doar…

  • Miriam Prochnow

    Oi Helio,

    Muito obrigada pelo apoio. Esse é um grande desafio e temos ainda uma caminhada importante pela frente.

    As doações de recursos financeiros podem ser feitas por Cheque nominal ou por transferência/depósito bancário identificado para a seguinte conta:
    Banco do Brasil
    Eleição 2010 – Miriam Prochnow – Deputada Federal – PV
    Agência – 0276-3
    Conta corrente – 45437-0

    Abraços.

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